Oxigênio separado do ar à temperatura ambiente, só com pressão.
- 95,9 %
- pureza do O₂
- 6,3 %
- recuperação
- 4,2 bar
- pressão de produção
Ilustração, sem escala: o N₂ (laranja) fica retido no leito e o O₂ (verde-água) o atravessa.
Fonte: solver, corrida A.1 de Mendes, Costa & Rodrigues (2001).
O ar
78 % N₂, 21 % O₂, 1 % Ar. A criogenia é o padrão em grande escala; o PSA atende a escala pequena e média, no local de uso.
Composição usual do ar seco. O experimento alimenta 22 % de O₂ (O₂ + Ar), como no artigo.
A zeólita
A 5A adsorve mais N₂ que O₂, e adsorve mais em pressão alta. A diferença entre e é a capacidade de trabalho.
Isotermas de Langmuir de componente puro, Tabela 1 de Mendes et al. (2001).
O processo
O PSA usa uma diferença de pressão, não de temperatura: a zeólita retém o N₂ em pressão alta e o solta em pressão baixa. Dois leitos, defasados em meio ciclo, se alternam: um produz enquanto o outro se regenera, e a unidade opera sem parar. O ciclo é o de Skarstrom, com quatro etapas.
1. Pressurização · 40 s
Com a saída fechada, o leito recebe ar e sobe até . A zeólita já começa a reter N₂.
2. Produção · 50 s
O ar entra a . O N₂ fica na zeólita e sai um gás rico em O₂: o produto. Parte dele vai ao outro leito, como purga.
3. Despressurização · 40 s
A alimentação fecha e o leito cai até . Com a pressão baixa, o N₂ adsorvido é liberado.
4. Purga · 50 s
A , parte do produto do outro leito atravessa este em contracorrente e varre o N₂ que sobrou. A zeólita fica pronta para o próximo ciclo.
Corrida A.1: leito de 0,84 m e 25 mm de diâmetro, com 0,3085 kg de zeólita 5A; = 4,2 bar, = 1,013 bar, ciclo de 180 s, a 293,15 K; produto retirado a 0,1 L(N)/min.
Leito A: produção · Leito B: purga
Role a página: o ciclo avança com a rolagem, nos dois leitos.
Mendes et al. (2001); durações e pressões, do solver (último ciclo da corrida A.1; leitos A e B).
O modelo
O leito é descrito em uma dimensão, ao longo do eixo z, e no tempo. Cada grandeza obedece a um balanço, e o solver resolve todos juntos, ciclo após ciclo.
- BM · balanço de massa de cada espécie
- O que entra por convecção e por dispersão axial, menos o que a zeólita adsorve. É daqui que nasce a frente de N₂ que anda pelo leito.
- Cinética de adsorção (LDF)
- A zeólita não responde de imediato: o adsorvido se aproxima do equilíbrio com uma taxa , que reúne as resistências do filme e dos poros.
- Equilíbrio de Langmuir estendido
- O N₂ e o O₂ competem pelos mesmos sítios. Quanto maior a pressão parcial , mais a zeólita retém, e o N₂ (maior ) leva vantagem.
- Pressão e velocidade
- A velocidade do gás vem do balanço de massa total. A pressão em cada instante segue o histórico medido por Mendes et al. nas rampas de cada etapa, e a queda de pressão ao longo do leito é desprezada, como no artigo.
- BE · balanço de energia
- Adsorver libera calor (, com o calor de adsorção de cada espécie) e dessorver o consome: o leito esquenta na produção e esfria na purga, e a isoterma muda com a temperatura. Com o BE ligado, o solver acompanha o gás (), o sólido () e a parede (). Nesta corrida o BE está desligado, como no modelo isotérmico do artigo, e o leito fica a 293,15 K.
- Numérica
- Método das linhas: o leito é dividido em 28 células (volumes finitos, com o limitador de Koren na convecção) e as equações resultantes são integradas no tempo pelo CVODE, método BDF, reiniciado a cada troca de etapa.
Solver modegem_psa e Mendes, Costa & Rodrigues (2001). Equações na forma geral; é a porosidade do leito e a massa de zeólita por volume de leito.
Dentro do leito
Uma frente de N₂ avança na produção e recua na purga; o produto sai antes de a frente chegar ao fim.
Solver, perfis ao fim da simulação. Os leitos estão defasados em meio ciclo, e o movimento interpola entre os dois perfis: ilustrativo, não é uma sequência no tempo.
Estado estacionário cíclico (CSS)
Cada ciclo começa onde o anterior terminou. No início, o leito está cheio de ar e a pureza do produto sobe de ciclo em ciclo. Depois de alguns ciclos, o leito passa a terminar cada ciclo no mesmo estado em que o começou: é o estado estacionário cíclico, o CSS (de cyclic steady state). Só nele a pureza e a recuperação são o desempenho de regime da unidade.
O solver simula ciclos seguidos e para quando a maior variação de qualquer estado do leito entre dois ciclos consecutivos cai abaixo de .
A corrida A.1 chega ao CSS em 12 ciclos (36 min de operação), com 95,9 % de pureza.
Solver, pureza ao fim de cada ciclo da corrida A.1; critério de parada padrão do solver.
Fechamento
- Um processo, dois leitos, quatro etapas, simulados até o estado estacionário cíclico.
- É uma ferramenta exploratória, não um projeto de planta.
Contato: Artur Lemes Moretti, arturl.moretti@gmail.com